quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Redação UFRGS 2010

Tema: Por que tanto incivilidades quanto infrações impedem a construção da uma sociedade sadia?

A Liberdade de cada um

Tanto o “jeitinho brasileiro” como os truques típicos dos adolescentes não contribuem para o convívio social harmonioso. Furar filas, deixar objetos guardando lugar e fazer cópias de livros e músicas sem consentimento dos respectivos autores são apenas algumas das atitudes que prejudicam a formação de uma sociedade sadia.

Quem costuma freqüentar bancos, cinemas e teatros está acostumado a enfrentar filas. O pior é quando, além de passar um bom tempo em pé, alguém, indevidamente, toma um lugar a sua frente. Invariavelmente nos sentimos aborrecidos quando somos vítimas de tais artimanhas. Isso acontece em todas as situações as quais algum indivíduo ultrapassa o limite da sua liberdade e invade o direito dês que o cercam.

Lojas de discos estão desaparecendo. Querendo ou não, isso é um reflexo da larga difusão de conteúdo fonográfico de forma ilegal na internet. Além de prejudicar o comércio, cópias ilegais de material cultural, independentemente do seu uso, não dão a devida remuneração aos produtores e artistas.

Somos vítimas de muitas incivilidades e infrações, além disso, não podemos negar que cometemos muitas delas. Será que estamos inclinados a desrespeitar os outros? Somente valorizando as conquistas, o direito e o trabalho alheio, seremos capazes de responder a essa pergunta e a construir uma sociedade igualitária.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Quem sou eu?


Eis ai uma pergunta dificílima: Quem sou eu?

Eu só sei que não sei. Alguns chamam isso de alterações hormonais, conflitos típicos do processo de amadurecimento, adolescência ou juventude. Eu chamo de vida.


O problema de se definir começa no estabelecimento de certos critérios essenciais que nos caracterizam e, nesse processo, alguns deles são invariavelmente preteridos. No meu caso, as características que me definem são variáveis, meu bom humor nem sempre é bom, minha inteligência nem sempre é inteligente, minha educação as vezes é inútil num mundo de mal educados.


Mas talvez eu seja isso, uma metamorfose ambulante, a qual agrega novos valores ao longo da jornada e passa a visualizar as coisas com novos olhos. Não sou o mesmo de 5 minutos atrás, nem o serei daqui a 5 minutos. Meu objetivo é ser sempre melhor do que eu era há 5 minutos atrás.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O Homem de preto

No reveillon passado presenciei uma coisa muito interessante. Tá bom, alguns não a veriam com a mesma profundidade que eu mas admito, achei engraçado. Fui a uma cidadezinha no interior gaúcho, onde mora minha vó, passar o ano novo junto dos meus parentes. Algumas horas antes da virada, minha prima chegou com seu namorado e ele trajava uma bela camisa preta. Minha vó, uma senhora de 70 e poucos anos, muito religiosa, ficou perplexa ao vê-lo com aquela camisa. -Mas vó, é só uma camisa- argumentei. Ela teimava que ele devia reirá-la, afinal, era um mau presságio para o ano novo.

Achei aquilo tudo hilário! Minha família, toda fundada em preceitos cristãos, estérica ante uma superstição. Eu acredito já ter escrito aqui que sou ateu, mas não é só por causa disso que acho essas crendiçes populares muito engraçadas. Garanto que você já deve ter visto alguém dar três pulinhos para São Longuinho, ou então comer uvas no ano novo e usar roupas brancas. O mais interessante disso tudo é que muitas dessas "tradições" se originam de religiões ou culturas que nem seguer imaginamos. A roupa branca no ano novo, por exemplo, é uma tradição do Candomblé para Iemanjá.

Claro que se minha avó soubesse disso ficaria pasma, mas eu não lhe disse nada. Talvez para evitar malentendidos, mas principalmente para não quebrar as crenças e esperanças dela. Por mais infundadas que algumas crenças sejam, quando elas trazem paz e harminia para alguém eu as considero verdadeiras, mesmo não acreditando nelas. Bom, é isso, um feliz 2010 há todos!

P.S.: Usem roupas brancas!! hehehe!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Geração Z

O natal já passou e eu não postei nada por falta de tempo. Embora eu não cultue os preceitos católicos, sou padrinho de batismo do meu primo. Nesse natal ele veio passar uns dias aqui em casa. Talvez agora vocês entendam a falta de tempo para escrever, já que o guri não me deixava parado por um minuto. Enquanto nós jogávamos basquete , fazíamos guerrinha de água e apostávamos no poker ( eu o ensinei a jogar), meu irmão passava a tarde testando os “games” que ganhara com a rápida passada do bom velhinho.


Gustavo (vamos chamá-lo assim), meu afilhado, embora nascido em 2001, não é um exemplo da geração Z. Entretanto, meu irmão é. Ele é um daqueles meninos que se sente mais à vontade em frente a um computador do que em uma roda de amigos. Não o culpo, afinal, ele convive com as máquinas desde os 6 anos e é de se esperar que possua mais vínculos com isso do que com outras pessoas. Mas não nego que isso chamou muito a minha atenção. Que tipo de pessoas esses jovens serão no futuro?


É muito mais fácil realizar os sonhos on-line, no Second Life, por exemplo, do que na vida real. Ali, basta jogar algumas horas e é possível comprar uma roupa ou uns óculos da moda. É fácil adicionar um monte de “amigos” no Orkut, mas é tremendamente difícil estabelecer vínculos afetivos com todos eles. Meu irmão já teve seu perfil no Orkut hackeado (invadido e depredado) por um colega de aula, eles têm apenas 12 anos. Isso só demonstra que a impessoalidade da internet favorece o cometimento de delitos os quais, na vida off-line, nossa ética nos impediria de cometer, porque tudo é mais fácil ali, não há pais fiscalizando nem há como ver o sofrimento da vítima. Talvez a coisa mais interessante sobre a internet é que todos sabem utilizá-la, mas muito poucos sabem como ela funciona.


Vale ressaltar que há pontos muito positivos na internet. Nunca o conhecimento foi tão difundido e popularizado. A dinâmica escolar, do professor-lousa-aluno, foi quebrada e com um clique o aluno passa a ser também o detentor do conhecimento. O mundo ficou menor e muito mais dinâmico, no qual manifestações contra um regime opressor no Irã são facilmente difundidas na rede. Eu posso escrever no meu quarto e você pode ler isso em qualquer canto do mundo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O Santo graal da medicina

Já pensou poder curar a surdez? Ou então poder fazer as pessoas recuperarem a memória? Parece conversa de messias, mas não é. São as células-tronco.


Quando as células embrionárias começam a se especializar, algumas delas perdem a capacidade de reprodução. Às células da epiderme, por exemplo, não são capazes de se multiplicar, entretanto são renovadas com freqüência. Isso ocorre pelo simples fato de que há células-tronco sob a derme que as renovam. Entretanto, essas células-tronco presentes nos organismos adultos (pós-embrinário) são capazes de gerar apenas as células do tecido onde estão. A leucemia, que é causada por uma anomalia nas células-tronco da medula, produtoras de hemácias e leucócitos, é tratada com a aplicação de outras células-tronco de um doador ou do próprio paciente (do sangue presente no cordão umbilical previamente armazenado).


Ainda que o potencial de terapêutico dessas células-tronco adultas elas não são capazes de curar, por exemplo, problemas degenerativos no sistema nervoso . Os neurônios não se multiplicam e os danos ao cérebro são cumulativos. Felizmente, pesquisas com células tronco embrionárias, as que se originam de um embrião em desenvolvimento, apontam um futuro promissor para a cura dessas doenças. O sueco Milos Pekny já conseguiu ativar a produção de neurônios com o uso dessas células. No Brasil, já foram desenvolvidas pesquisas promissoras para a regeneração do pâncreas e possível cura da Diabetes tipo 1. Além disso, cientistas conseguiram tranformá-las em células ciliadas sensoriais, as do ouvido, que se degradam com a idade ou com a exposição a ruídos intensos.


No Brasil é permitido o uso de células tronco à partir de embriões para fins de tratamento e pesquisa desde que eles estejam congelados há mais de três anos ou sejam inviáveis, sendo necessária a autorização dos genitores. Alguns alegam que é um ato contra à vida realizar pesquisas com embriões, outros argumentam que o início da vida só têm início com a diferenciação celular, ou seja, após a transformação das células-tronco embrionárias. Seja como for, é impossível negar a incrível capacidade dessas células de trazer esperanças àqueles que já as perderam.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Cueca endinheirada volta à moda!

Provavelmente devido à frequencia dos escândalos políticos no país, me assusta o tom de banalidade e resignação com o qual as pessoas tratam desses temas, como se tudo fosse natural. Daqui a pouco a Corrupção tomará o lugar do Tempo nas conversas banais:
- E essa corrupção cumpadre?!
- Pois é, acho que vem uma frente mensalônica lá de Goiás!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Conflito Existencial

Há pessoas que crêem em um ciclo infinito delas, outras que crêem em pós-vidas, eu creio em uma só. Caso não tenha escrito ainda, sou ateu, graças à deus. Respeito muito a religião alheia, até porque o ateísmo também é uma forma de religião, afinal é preciso ter muita fé para superar a necessidade de um deus nos acuda.


Não pretendo me ater na temática religiosa, até porque pretendo explorar essa temática com mais calma em futuras postagens. Meu objetivo é falar sobre minha concepção de vida. Meu problema com a vida começou a pouco tempo, quando percebi que, querendo ou não, um dia ela iria acabar. Tudo bem, parece fatídico pensar assim, mas não sou pessimista, pelo contrário. Acho muito fácil acreditar em reencarnações, pós-vidas, regressões, céu e até mesmo inferno. A verdade é que ninguém, em sã consciência, quer morrer. Só para frisar, eu também não quero.


Pela lógica, passamos mais de 30% das nossas vidas dormindo (desconsiderando os dorminhocos), mais de 15 anos estudando (nível de bacharel), mais de três messes dela só procurando controle remoto da televisão, fora os anos que passamos em frente à telinha. A pergunta de um milhão é: Se a vida é uma só, se não há outra chance, o que devemos fazer com ela? Creio que deixar de dormir não é uma boa resposta.


Esse grande conflito existencial tem me afligido, peço que tentem responder essa pergunta postando seus comentários nesse post.


Carpe Diem

 
eXTReMe Tracker